quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fragmento

Vc não tem nada para me dizer?
_Hum, não sei tenho?
_Eu tenho e vai doer...
A partir dai lá se foi meu coração numa viagem frenetica e triste, enfiar-se novamente no buraco de onde ele nunca deveria ter saido.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Meu amigo virtual...

De uns tempos pra cá foi isso...
Assim...
Os dois começaram a se enxergar como duas @ num infinito paralelo.
Sem nunca se encontrar.
Nunca.
É a necessidade de contato ele me disse.
Eu concordei.
Ele me explicou, eu fingi entender.
Não entendi.
Nunca entenderei.
Talvez tenha sido uma explicação falha.
Mas acho que também falhei.

Para você...

Não é para você esse sorriso.
Nem essa lagrima.
Nem essa dor.
Nem essa saudade.
Nem esse poema
Nem essa chuva e nem mais o verão.
Nada é.
Não é.
Pronto e acabou.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rancor?

Sempre achei que era uma pessoa difícil de guardar rancor.
Também com minha péssima memória é impossivel lembrar  todas as coisas ruins que já me fizeram.
Mas alguns acontecimentos simplesmente não se apagam com o tempo, deve ser ai que o rancor toma forma e entra no nosso coração.
Eu sei que não é um sentimento lindo e maravilhoso feito o amor, mas talvez seja importante para nosso crescimento e discernimento do que é ou não uma amizade confiável.
Quando uma pessoa te escolhe como amigo você passa a ter uma responsabilidade.
Mesmo que  não queira, se cativar o coração de alguém  você se torna responsável pelas dores que nele causar.
É meu amigo ser amigo não é fácil.
Já me magoei profundamente com pessoas que eu amava muito, se elas têm culpa ou não eu não sei.
Esperei muito e em troca tive pouco ou quase nada.
Talvez uma facada nas costas pra me mostrar quem era o dono (a) do jogo.
Acho que me recuperei, eu não sei...
Sempre é difícil perdoar, principalmente alguém tão especial para seu coração.
Não somos obrigados a nos preocupar com as dores do outro, mas é isso que nos torna humanos não?

Bjus

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pensamentos...


Envelhecer é inevitável.
Eu queria concertar muitas coisas, mas não sei, pode ser tarde demais.
É como se tudo que eu fizesse tivesse o efeito contrario do que eu gostaria, é como ser minha própria inimiga ou algo assim.
Queria pedir desculpas paras as pessoas que eu amo, mas não tenho coragem suficiente para isso.
Acho que não  tenho coragem suficiente para nada.
Vou culpar o tempo e deixar que as coisas tomem seu prumo, que as coisas aconteçam.
Rezar para que elas aconteçam e consigam preencher todo esse tempo que eu perdi andando em círculos.
Minha confusão emocional.
Minha decisão?
Tenho medo que  eu nunca mais consiga dizer o quanto tudo isso me importa e o quanto você me importa.
De todas as maneiras, de todos os jeitos ... isso só pode ser amor.
Eu não sei onde fica o fim...
Preciso sair dessa teia e procurar um lugar seguro para meu coração...antes que alguma coisa me mate.
Enfim... que se foda tudo isso.





terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lost


Perdida.
Me lembro de ter me sentido assim pela primeira vez quando por um descuido da minha mãe me perdi na praia.
Eu no auge dos meus seis anos me afastei do guarda sol da minha família e quando virei para procurá-los já era tarde demais.
Acho que fiquei uns dez minutos sozinha, o que na verdade deve ter sido muito menos porque quando me encontraram nem estavam nervosos e nem bravos.
Foi à coisa mais tensa que me aconteceu durante anos.
Até que em outra ocasião foi a vez do meu irmão se perder enquanto estava sob minha responsabilidade.
Eu vi o caos estampado na cara da minha mãe e ela super irritada comigo:
- Não falei pra você cuidar dele?
Nessa época ela não sabia que eu mal cuidava de mim.
Para nossa felicidade ele estava escondido no armário.
E é claro que  procuramos aquele menino em tudo que foi lugar da rua,  e  esquecemos dos lugares mais óbvios de dentro de casa.
Enfim...
A minha idéia do que era estar perdido  ou se perder era essa, até que me tornei adolescente, dai tudo mudou, inclusive  minha concepção sobre isso.
Primeiro que quando se é adolescente por si só já nos sentimos perdidos.
Nem  é preciso um grande motivo para achar que nossa vida é uma droga, que nossos pais são crápulas, que nossos irmãos são idiotas etc.
Em resumo nossa vida é um drama, uma tragédia grega, um inferno na terra.
Eu que sempre fui o questionamento em pessoa não sabia pra onde ir.
Meus amigos eram muito diferentes de mim  e por muito tempo não me encaixei em nenhum padrão ou grupo, acho que até hoje isso acontece, mas na época era importante fazer parte de algo, nem que esse algo fossem os “nerds” da escola.
Porém não era tão nerd pra fazer parte dos nerds, e nem tão descolada para fazer parte dos populares.
Analisando isso depois de um tempo, posso quase afirmar que os nerds fizeram faculdade e agora trabalham em alguma rede de lanchonetes e os populares são pais de família que trabalham  na rede de lanchonetes concorrente a dos nerds.
Não fazer parte de grupos escolares teve enfim seu lado positivo.
Acho que a minha grande questão adolescente foi achar que estava perdida porque na verdade me sentia sozinha.
Com 18 anos ainda estava mais perdida na vida que cego em tiroteio, hoje aos 23 (11 dias para os 24) ainda me sinto assim às vezes.
Se perder ou se encontrar é particular de cada um.
No final estamos todos "perdidos", procurando por motivos, por respostas, pelo nosso lugar no mundo.
Procurando o amor.
Buscando redenção.
Perdidos enfim...

Ps: Ficou confuso mas é tudo do coração!
Bjus.







segunda-feira, 26 de julho de 2010

Falta

Sinto falta de você e das suas poesias.
De ficar ao seu lado no silêncio.
E de tudo que se foi como poeira ao vento.

Bjus

Tenho odiado esse blog :[

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Vai além.
Foge de qualquer explicação
É intenso
Não cabe em mim
Me causa tanto medo, tanto...
Me traz paz
Desassossega 
Tem me deixado doente
Tornado meus dias esquisitos
E causado danos irreversíveis a meu coração
Amor malvado
que não me deixa dormir.

Alguém me explica como se faz pra desapaixonar?

Bjus

terça-feira, 6 de julho de 2010

Querer...


Queria mais simplicidade, entretanto é a complexidade das coisas que me completa.


Bjus

terça-feira, 15 de junho de 2010

14/06

Ontem foi aniversário de uma amiga de infância.
Ontem o mais novo membro da familia Azevedo nasceu.
Ontem eu abraçei com doçura a dona Maria José.
Ontem eu senti saudades.
Ontem eu comi sopa na hora do jantar.
Ontem eu pensei no amor.
Ontem eu quis chorar.
Ontem eu cantei pro meu coração.
Ontem quando era ontem eu queria que já fosse hoje.
Ontem demorou a passar.
Ontem o meu tempo se foi.
Ontem foi um dia comum.
Ontem foi um dia dificil.
Ontem nunca mais volta.
Ontem....


Bjus

segunda-feira, 14 de junho de 2010

...

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
Fernando Pessoa


Faço minhas as palavras dele.
Bjus
Com amor Tutu 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Amoreira


Não me lembro muito da minha infância...mas
lembro  nitidamente de uma amoreira no sitio da minha vó.
Só.
Uma arvorezinha tímida, com poucas frutas e folhas bem verdes. 
Ela aparece de vez em quando nos meus sonhos, e estranhamente é como se eu voltasse a infância.
Um sentimento inexplicável de bem estar e conforto, como se lá fosse meu lar, uma espécie de ventre materno.
Não sei se ela existe ou é  minha mente me pregando uma peça.
Sempre reiventamos nossas histórias e "embonitamos" nossas experiências de vida, e muitas vezes acabamos adotando isso como a verdade, mesmo que tudo não passe de imaginação.
Então pode ser que eu a tenha inventado em um momento estranho e solitário da minha vida, uma muleta temporária para suportar alguma dor.
Mas me parece tão real, que chego a sentir o cheiro das amoras e posso até provar os frutos.
É uma vivência real de algo que possa nunca ter existido (isso não é de facil compreensão, eu sei).
Talvez inocentemente (ou não) eu tenha criado uma  outra realidade.
Me negando a aceitar o aqui e agora.
Recriando algo para conseguir escapar do real que causa o medo e a dor que eu odeio sentir.
Um universo paralelo onde ninguem pode me magoar ou me ferir.
Onde eu posso ficar em paz, e descansar meu coração.
Vou para meu lugar secreto de vez em quando...

Do alto da minha amoreira sou dona do mundo, e lá mal nenhum pode me alcançar.

Bjus

terça-feira, 1 de junho de 2010

Observar...

Observo pessoas.
Elas me fascinam de uma maneira inexplicável...
Gosto de imaginar o que estão pensando ou sentindo...
Como é cada vida, cada particularidade e peculiaridade.
Eu observo...
E me deparo com outras pessoas também me observando e tendo de mim talvez a mesma impressão que tenho delas.
É muito estranho.
Ainda assim continuo a observar...
É minha busca constante por algo que ainda não sei...mas que espero um dia descobrir.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

2 minutos...

Em dois minutos...
Tudo ficou confuso.
Amor e ódio.
Tristeza e felicidade...
Vazio e completude.
Angustia...
Dois minutos, nada mais!



terça-feira, 18 de maio de 2010

....

Sem muita inspiração, sem muitas novidades e com pouco animo também.
Eu sei que é passageiro porque já me senti assim antes, só que  dessa vez está demorando um pouco mais para passar.
Eu não tenho me esforçado muito também, as vezes é preciso ficar triste.
Repensar a vida...
Procurar um caminho...
Não há porque se desesperar...
Sei do meu temperamento...das minhas urgências.
Sei do meu coração, tão impulsivo e fragil.
Sentimentos assim me invadem de vez em quando.
Costumo lutar contra eles, mas hoje... vou deixar essa tristeza me dominar e partir em varios pedaços meu coração!
Mas amanhã...
Amanhã meus amigos já é um outro dia...

Bjus

"Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto." - Caio F. Abreu

segunda-feira, 10 de maio de 2010

....

Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas. 

Pablo Neruda


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Narcisimos...

Eu nasci dia 14 de agosto, numa cidadezinha do Paraná.
Orfã de pai aos 5 anos, possuio na vida uma mãe (incrivel) e um irmão.
Sou de dificil convivência, cheia de urgências, bipolar.
O amor move e sempre moverá meu mundo.
Sou emocional, sempre fui ( incorrigivel).
Amo demais, ainda não sei o que é ódio.
Acredito nas pessoas.
Gosto de animais.
Não sei conservar amizades.
Sofro por antecipação.
Me emociono com simplicidade.
Me distraio com facilidade.
Ansiosa, impulsiva.
Muito sincera com todos.
Talvez minta um pouco pra mim.
Imperfeita.
Em constante busca.
Em constante metaformose.
Eu.
Ainda perdida em sentimentos, medos e questionamentos.
Tenho sido minha melhor e pior companhia.




quinta-feira, 29 de abril de 2010

O valor da palavra....

(...) Mais importante que as palavras, são nossas atitudes...
o amor vai além disso...
Não é preciso palavrear...
É importante sentir... saber sentir!
Não sou muito boa com palavras, não sou boa em pedir desculpas ou lidar com sentimentos.
Talvez não saiba amar...
Talvez aprende hoje...
Talvez amanhã!
Talvez algum dia...
Talvez nunca mais...




terça-feira, 20 de abril de 2010

.....

Eu...
Quero com todo meu coração...
Criar coragem.
Olhar pra dentro de mim.
Me analisar.
Ser meu espelho.
Acertar mais.
Ter coragem de pedir desculpas para as pessoas especiais do meu coração sem ter medo.
Deixar que as coisas aconteçam como elas tem que acontecer.
Ir além.
Dar liberdade ao meu coração
Andar por aí sem rumo.
Olhar nos olhos do meu alguem especial.
Me encontrar.
Me perder.
Deixar ser...como será.
Evoluir em mim....


terça-feira, 6 de abril de 2010

Sobre dias chuvosos...

Em dias chuvosos assim, eu sinto uma saudades da minha infância.
Quando as coisas eram facéis, e os medos eram simples.
Quando eu podia chorar sem medo.
Viver sem grandes culpas.
Quando a vida era mais valorizada.
As pessoas eram mais humanas.
Todos acreditavam no poder de  mudança.
Nossa cultura não era ditada pela TV.
Não eramos doutrinados a seguir padrões.
Quando o amor era amor....
Quando os amigos duravam a vida toda.
Todos viviam em igualdade e independente de qualquer coisa eram respeitados.
Todos eramos felizes.

Acordei aqui nesse mundo, nessa desordem  e descobri que nada do que senti saudades era real.

Como Carlos Drummond de Andrade já disse uma vez -" Também temos saudades do que não existiu, e dói bastante".